O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma tecnologia baseada na amostragem e monitoramento da lavoura para a tomada de decisão em relação ao controle de pragas. É uma ferramenta adequada para a racionalização do uso de inseticidas e redução nos custos de produção. Na safra 2014/15, o projeto de MIP foi implantado no Paraná, num trabalho integrado entre o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural - Emater, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Soja e os sojicultores parceiros das diferentes regiões do estado do Paraná, como ação concreta e contínua da campanha intitulada, “Plante seu Futuro”, coordenada pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná – SEAB. 

 

Foram implantadas Unidades de Referência de Tecnologia em Manejo Integrado de Pragas (URs em MIP), em 159 lavouras comerciais de soja, presentes a 93 municípios e com o envolvimento direto de 112 extensionistas da Emater. Desse total, 106 URs seguiram integralmente o protocolo técnico estabelecido para a boa prática, e por meio delas, obtiveram-se os resultados destacados na presente publicação. Por meio do citado protocolo, as amostragens ocorrem semanalmente durante o ciclo da soja, utilizando-se o pano de batida.

 

Como principais resultados produzidos pelas unidades de referência assistidas com Manejo Integrado de Pragas, podemos citar:

  • redução média de  56% no número de aplicações de inseticidas na soja, comparativamente às lavouras do estado do Paraná;
  • aumento do tempo médio de entrada da primeira aplicação em cerca de 28 dias.

 

A - Informações gerais

 

INÍCIO: Setembro de 2014

TÉRMINO: Setembro de 2015   

ENTIDADE EXECUTORA: Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural ( Emater) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ( Embrapa Soja)

PARCEIROS: Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB), Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Centrais de Abastecimento do Paraná (CEASA), Agência de defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Paraná (FETAEP), Organização das Cooperativas do Paraná (OCEPAR) e Itaipu Binacional

APRESENTADO POR: Nelson Harger (Emater), Fernando Teixeira de Oliveira (Emater), Osmar Conte (Embrapa Soja), Beatriz Spalding Corrêa-Ferreira (Embrapa Soja) e Samuel Roggia (Embrapa Soja) 

RECURSOS: Próprios e de terceiros

FAIXA DE VALOR: Entre US$ 10 mil e US$ 15 mil

CATEGORIA: Projeto

ÁREA TEMÁTICA PRINCIPAL: Agricultura

PALAVRAS-CHAVE: Manejo Integrado de Pragas, Monitoramento de Pragas, Emater, Embrapa, Unidades de Referência, Extensionismo, Soja, Sojicultura , Pesquisa 

PÚBLICO-ALVO: Agentes de assistência técnica, produtores e lideranças rurais, cooperativas, revendas de insumos, sindicatos, associações, universidades, professores, alunos 

LOCALIZAÇÃO: Área rural

ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA: Estadual 

Localização dos municípios com Unidades de Referência em MIP conduzidas nas diferentes macrorregiões administrativas Emater no Estado do Paraná, na safra 2014/15.

CLICK PARA VISUALIZAR O MAPA DE LOCALIZAÇÃO - UNIDADES DE REFERÊNCIA - MIP

Região Norte do estado: Alvorada do Sul, Andirá, Arapongas, Bela Vista do Paraiso, Cafeara, Cambé, Cornélio Procópio, Ibiporã, Itambaracá, Kaloré, Londrina, Prado Ferreira, Primeiro de Maio, Sabaudia, Santa Mariana, São João do Ivaí, Sertanópolis;

Região Noroeste do estado: Campinada Lagoa, Farol, Floresta, Goioerê, Iguaraçu, Itambé,Ivatuba, Juranda, Jussara, Luiziana, Mamborê, Mandaguari, Marialva, Maringá, Ourizona, Paiçandu, Peabiru,Quinta do Sol, Rancho Alegre do Oeste, Sarandi, Ubiratã;

Região Oeste/Sudoeste do estado: Assis Chateaubriand, Boa Esperança do Iguaçu, Cascavel , Dois Vizinhos, Iracema do Oeste, Itapejara do Oeste, Marmeleiro, Nova Esperança do Iguaçu,Nova Prata do Iguaçu, Palotina, Realeza, Renascença, Santa Tereza do Oeste, Três Barras do Paraná, Tupãssi, Vera Cruz do Oeste;

Região Sul do estado: Antonio Olinto, Guamiranga, Paula Freitas, Pinhão Rebouças.

 

 

B - Descrição da prática

 

1- ANTECEDENTES

Na história do Manejo Integrado de Pragas (MIP), o Estado do Paraná tem exemplos concretos de sucesso, desde a sua implantação e condução pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), EMATER ( Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural) e IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná), em 1977. Na década de 80, conseguiu-se uma redução significativa no uso de agrotóxicos entre os sojicultores assistidos pelo MIP, quando o número médio de aplicações foi reduzido de cerca de 06 para, aproximadamente, 02 aplicações de inseticidas por safra, para o controle das principais pragas que acometem a soja.

Entretanto, ao longo dos anos, mudanças no cenário agrícola aconteceram, como as alterações na dinâmica dos insetos-pragas verificadas e práticas comumente adotadas pelos produtores no manejo, sem critérios técnicos, fatores estes,determinantes para a intensificação dos problemas e do uso extensivo de inseticidas na cultura. 

Tanto para a região Central do Brasil, como no Paraná ou no Sul do Brasil, o sistema de controle de pragas é caracterizado pelo controle preventivo ou calendarizado, muitas vezes aplicado no aproveitamento de outras pulverizações realizadas na lavoura, independentemente do nível populacional da praga ou da injúria causada. Devido a isso, hoje, temos um maior número de espécies de pragas acometendo a cultura da soja, além de níveis populacionais mais elevados e a adaptação dos insetos para outras culturas que compõe o sistema produtivo.

Tudo isso, vem favorecendo sobremaneira o aumento no número médio de aplicações de inseticidas demandados pelas lavouras do país. Esses fatos estão relacionados a ambientes altamente desequilibrados, ocasionando sérios problemas à qualidade nossa qualidade de vida. Portanto, torna-se perceptível, que as ações e estratégias inseridos na boa prática do Manejo Integrado de Pragas (MIP), foram esquecidas e negligenciadas, e os problemas decorrentes disso, adquiriram volume. Com o uso de práticas não sustentáveis, o número de aplicações de inseticidas na cultura da soja, voltou a atingir uma média de cinco aplicações durante o ciclo da cultura. Fato atualmente agravado, pelo aumento de misturas de produtos e uso de dosagens cada vez mais elevadas dos inseticidas utilizados para o controle das principais pragas da sojicultora. Paralelamente, a ausência da criação de novas moléculas de inseticidas e a repetida utilização de produtos com modo de ação semelhante, numa mesma safra, tem favorecido a evolução da resistência dos agentes causadores das pragas, reduzindo a eficácia das aplicações.

 

2- OBJETIVO GERAL

Implantar boas práticas em Manejo Integrado de Pragas (MIP), com o objetivo de retomar as ações e promover referências de Manejo Integrado de Pragas no estado do Paraná. 

Objetivos específicos:

  • Analisar quais pragas ocorrem ao longo do ciclo da cultura e qual a sua intensidade de ataque para, em conjunto com os agricultores, tomar a decisão sobre a necessidade de controle e seleção das medidas de controle mais adequadas a cada caso;
  • Reduzir o custo de controle de pragas na soja, ampliando a rentabilidade para o produtor e amenizando os impactos ao ambiente de produção; 
  • Servir de referência para os produtores dispostos a adotar ou prosseguir com manejo integrado de pragas na cultura da soja, seja no Paraná ou no Brasil.

 

3 - SOLUÇÃO ADOTADA

Na safra 2014/15, o projeto de Manejo Integrado de Pragas (MIP) foi implantado em vários locais do estado do Paraná, decorrente da parceria entre EMATER, EMBRAPA Soja e sojicultores parceiros das regiões Norte, Noroeste, Oeste/Sudeste e Sul, como ação concreta e contínua da campanha “Plante seu Futuro”. Ao nível de Estado, 159 Unidades de Referência (UR’s), em Manejo Integrado de Pragas (MIP) foram implantadas e acompanhadas em áreas de lavouras comerciais de soja. Ao todo, foram contemplados 93 municípios, com o envolvimento direto de 112 extensionistas. Do total de Unidades de Referência implantadas, 106 foram selecionadas por seguirem integralmente o protocolo técnico estabelecido, e devido a isso, tiveram seus resultados avaliados.

Para tanto, as áreas selecionadas (URs) foram identificadas e acompanhadas pelos técnicos da EMATER durante todo o ciclo da cultura, sendo os dados do monitoramento a campo, registrados em planilhas eletrônicas e analisados posteriormente.  Em cada unidade de referência, a densidade populacional das principais pragas da soja foi semanalmente monitorada por meio de amostragens realizadas em um metro de fileira de soja, quando ainda estavam pequenas (V3) e com o pano-de-batida a partir do estádio V4 da cultura. O número de amostragens realizado por área monitorada, foi em número de 10, para cada ocasião de amostragem.

Entre as principais pragas da soja, considerou-se o complexo de lagartas, incluindo-se ai, a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis), a falsa-medideira (Chrysodeixis includens), o complexo das Spodoptera e o grupo Heliothinae. Nas avaliações, consideraram-se as dimensões apresentadas pelas lagartas, como grandes e pequenas (lagartas maiores e menores que 1,5 cm), além do complexo de percevejos, considerando-se os adultos e ninfas grandes (> 0,3 cm). As densidades populacionais das principais pragas encontradas, e o estádio de desenvolvimento das plantas, foram registradas em fichas de monitoramento, e a decisão de controle tomada conforme os níveis de ação previamente estabelecidos pela pesquisa para lagartas e percevejos Quando necessário, o controle químico foi realizado, utilizando-se, preferencialmente, inseticidas seletivos, sendo registrados a data de cada aplicação, produtos e doses dos inseticidas.

Paralelamente, procurou-se conhecer em lavouras de produtores não assistidos em Manejo Integrado de Pragas (MIP), o número e época das aplicações de inseticidas, os produtos e doses mais utilizados no controle de lagartas, percevejos e outras pragas de ocorrência nas lavouras de soja, através de questionários aplicados na safra 2014/15 a produtores de diferentes regiões do Estado. Considerando-se o número de produtores e a área de soja plantada por município, 330 questionários foram aplicados nas quatro macrorregiões abrangidas pela iniciativa, para o registro das informações levantadas. 

Visando caracterizar o impacto do trabalho de Manejo Integrado de Pragas (MIP), na gestão econômica das diferentes unidades, paralelamente, também foram computados os dados de custo de controle para efeito comparativo das Unidades de Referência (URs) e dos produtores não assistidos pelo programa MIP. Na composição do custo de controle de pragas, foi computado o custo operacional das operações de pulverização, onde foram considerados equipamentos médios usados no Paraná, como pulverizador de arrasto com capacidade de 2.000 litros e trator de 105 CVs. Para compor o custo com insumos inseticidas, foi considerada a frequência de uso dos principais inseticidas, de acordo com o levantamento, a dosagem média utilizada e custo dos respectivos inseticidas, na safra 2014/15. 

 

4 - RESULTADOS ALCANÇADOS

Entre os principais resultados obtidos pela iniciativa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), no estado, podemos relacionar:

1. Relativamente ao cenário das lagartas e percevejos em soja no Paraná - safra 2014/15:

•As espécies de lagartas mais abundantes nas lavouras de soja das Unidades de Referência abordadas no Paraná, durante a safra 2014/15, foram a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e a falsa-medideira (Chrysodeixis includens). A lagarta-da-soja foi a que predominou nos primeiros dois meses da cultura, enquanto a lagarta falsa-medideira, aumentou sua densidade populacional gradativamente, ao longo do desenvolvimento das plantas, destacando-se como a espécie predominante ao final do ciclo da cultura; 

•A densidade populacional relativa das lagartas do grupo Heliothinae (Helicoverpa armigera, H. zea e Heliothis virescens), foi baixa, não ultrapassando 12% do total de lagartas no início do ciclo, e reduzindo para cerca de 2% ao final do ciclo (indicando que essa praga apresentou dificuldades em se estabelecer nas áreas monitoradas em MIP); 

•A densidade relativa de lagartas do grupo Spodoptera spp. foi baixa ao longo de todo o ciclo, não ultrapassando os 5% do total de lagartas registradas. Por sua vez, a lagarta falsa-medideira, foi a espécie preponderante em ocorrência, na safra 2014/15;

•O percevejo--marrom (Euschistus heros), foi a espécie predominante em soja nas unidades de Referência (URs). Entre os percevejos secundários, o percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus) merece destaque, pois ataca também o milho e o trigo, e foi constatado em baixa frequência na soja, com índices inferiores a 4%. Os resultados obtidos indicam que, apesar de ter culturas hospedeiras ao longo de praticamente todo ano, o percevejo barriga-verde não tem se destacado como praga-chave na cultura da soja.

2. Relativamente ao fator desencadeante da primeira aplicação de inseticidas:

•Observou-se que, em diversas URs, o fator desencadeante da tomada de decisão da aplicação de inseticida foi o nível de desfolha, sem que necessariamente determinada espécie de praga tivesse atingido o nível de ação indicado para controle; 

•A espécie desencadeadora do maior número de intervenções foi A. gemmatalis, responsável por 26% da primeira aplicação de inseticidas; 

•De forma surpreendente, 24,5% das aplicações iniciais tiveram como alvo os percevejos, porque muitos produtores, não precisaram fazer controle de lagartas; 

•Constatou-se também, que 18,9% das aplicações iniciais foram direcionadas à lagarta falsa-medideira; 

•É importante observar que um número considerável de Unidades de referência (URs), cerca de 5,7% mais precisamente, não demandou nenhuma aplicação de inseticidas ao longo do ciclo. Dado que contraria o cenário atual da produção de soja, que via de regra, torna a aplicação de defensivos uma necessidade extensiva a todas as extensões cultivadas.

3. Relativamente às Intervenções com uso de inseticidas no controle de pragas nas URs:

•O número médio de aplicações de inseticidas nas Unidades de Referência (URs), para o Estado, foi de 2,1 aplicações. Bem aquém, da obtida no levantamento estadual, com cerca de 4,7 aplicações para os produtores não assistidos; 

•Ainda, o tempo médio decorrido até a primeira aplicação de inseticida nas Unidades de Referência (URs), foi de 66 dias, bem superior ao prospectado no levantamento estadual, com uma média de 34 dias; 

•Nas Unidades de Referência (URs) que usaram cultivares de soja com eventos biotecnológicos diferentes, neste caso, Intacta RR2 PRO™ (Soja Bt) e RR1 (não-Bt), a necessidade de aplicações de inseticidas (2,2 aplicações) foi semelhante à média das URs de MIP no Estado (2,1 aplicações); 

•Entretanto, nas Unidades de Referência (URs) que usaram soja Bt (tolerante a lagartas), a necessidade de controle foi bem menor, em média, menos que uma aplicação de inseticida, ao longo do ciclo. O tempo médio da emergência das plantas até a necessidade de controle foi alongado em cerca de 19 dias em relação às URs que não usaram soja Bt.

3. Relativamente ao Panorama Fitossanitário no Paraná - safra 2014/15

•Na aplicação de 330 questionários, ao longo das quatro macrorregiões administrativas da EMATER, foram usados em média, 4,7 aplicações de inseticidas direcionadas as diferentes pragas que ocorrem em soja no Paraná; 

•O tempo médio decorrido, até a primeira aplicação de inseticida, foi de 34 dias. Isso demonstra que as aplicações de inseticidas no controle de pragas, começaram precocemente em relação às áreas que adotaram o MIP, onde a primeira intervenção se deu em média aos 66 dias.

4. Relativamente aos Custos Comparativos do Controle Químico de Pragas da Soja no Paraná -  safra 2014/15: 

•Quando foram usadas estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP), o custo médio de controle de pragas correspondeu a 02 sacas/ha, representando 3,4% da produtividade média do Estado;

•Nos custos usuais para o controle de pragas no Paraná, pelo número de aplicações de inseticidas, representando em média 4,7 aplicações, ou seja, o equivalente a 5,0 sacas/ha; 

•Produtores que utilizam boas práticas em Manejo integrado de Pragas (MIP), oportunizam uma economia em média de 03 sacos por hectare. 

 

5 - RECURSOS NECESSÁRIOS

Os recursos utilizados para a implantação de boas práticas em Manejo Integrado de Pragas (MIP), no tocante à safra 2014/15, foram:

 

- Capacitação da estrutura de assistência técnica: R$ 35.000,00;

- Publicação de resultados do MIP -  safra 2014/15 : R$ 7.500,00;

- Panos de Batida: R$ 15.000,00;

- Placas de identificação das UR’s: R$ 4.000,00;

- Fichas do monitoramento de pragas e inimigos naturais: R$ 1.500,00.

 

Nota : Não foram contabilizados os custos de pessoal e transporte do monitoramento semanal das UR’s, e também, nas ações de transferências das tecnologias e de divulgação de resultados (reuniões práticas, dias de campo, exposições, seminários e caravana da soja).

 

 

6 - TRANSFERÊNCIA

Os resultados obtidos com a boa prática agrícola de Manejo Integrado de Pragas (MIP), em propriedades agrícolas de referência no Paraná, refletem os esforços conjuntos que a EMATER e a EMBRAPA , instituições participantes da campanha “Plante seu Futuro”, desenvolvem. De forma impressa, os resultados são disponibilizados através de publicação anual, no formato de documentos de pesquisa da EMBRAPA, elaborados em parceria com a EMATER, e sob os números 356 e 361 para as safras 2013/14 e 2014/15, respectivamente. 

Nestas publicações estão os resultados técnico - econômicos da boa prática em Manejo Integrado de Pragas (MIP), visando melhoria da renda, competitividade dos agricultores e produção sustentável na soja. O desafio atual em MIP, passa por ampliar a transferência das informações e resultados entre os agricultores, agentes da assistência técnica e extensão rural (ATER), e setores de pesquisa e ensino, além da divulgação em eventos científicos, congressos, workshops e seminários. 

Entre os agricultores e agentes da ATER, ações de comunicação são realizadas, mas necessitam ser ampliadas com a participação do setor privado. Nas universidades e escolas agrícolas, ocorrem aproximações na aprendizagem prática das táticas em Manejo Integrado de Pragas (MIP), e ao mesmo tempo, na produção de trabalhos científicos e de conclusão de cursos (TCC). Além, da participação de estudantes em congressos e demais eventos acadêmicos, as iniciativas também ocorrem no sistema FAEP/SENAR, com a organização de cursos de capacitação da mão de obra para a prestação qualificada de serviços de  monitoramento e manejo de pragas nas lavouras de soja no Paraná.

 

7 - LIÇÕES APRENDIDAS

O aprendizado na construção diária de um processo de trabalho em parceria entre extensão rural (EMATER) e a pesquisa (EMBRAPA) foi muito importante para o avanço dos trabalhos e resultados obtidos no Paraná. A ampliação do número de unidades de referência e expansão territorial nas regiões produtoras de soja do Paraná, gerou dados mais precisos sobre o MIP, e ao mesmo tempo em que propiciou a construção de cenários de pragas no Estado (flutuação temporal e populacional, espécies ocorrentes, manejo químico).

A adoção de boas práticas em Manejo Integrado de Pragas (MIP), com base no monitoramento a campo, depende muito da qualidade das informações geradas para a tomada de decisão do manejo a ser adotado e uso de inseticidas. O MIP permitiu redução significativa no número de aplicações de inseticidas sem perda de produtividade. Em média, reduziu-se na safra 2014/15, em 2,6 aplicações, o que equivale a uma economia de três sacos de soja por hectare.  O uso do indicador do tempo decorrido até a primeira intervenção com inseticidas para o controle de pragas, que na média foi de 66 dias, chamou a atenção pela importância caracterizada pela possibilidade de se manter o ambiente produtivo mais equilibrado, especialmente, até o florescimento da cultura acarretando menores impactos para os agentes polinizadores.

A falta de produtores e agentes de assistência técnica treinados é o principal entrave identificado para a expansão da boa prática, seja no Paraná, seja no Brasil. Cenários atuais da conjuntura econômica menos favorável em rentabilidade, para a cultura da soja nas próximas safras, devem, por outro lado, aumentar o interesse pela boa prática MIP. 

 

7 - ORIGINALIDADE DA PRÁTICA

A iniciativa do MIP, para a safra 2014/2015 no Paraná, foi concebida pelos executores anteriormente nomeados e respectivas entidades que representam

 

Visitação pode ser efetuada durante o período da safra de soja – novembro a janeiro. Não há restrições quanto aos horários (diurnos) e o número de visitantes restringe-se a, no máximo, grupos de 40 pessoas.

 

 

powered by contentmap
Propriedades Demonstrativas de Leite a Pasto (12 A)

Propriedades Demonstrativas de Leite a Pasto (12 A)

A implantação de Unidades Demonstrativas de Leite a Pasto, implementada pelo Instituto EMATER-PR na região de Medianeira, possibilita o incremento da produtividade de leite na pequena propriedade através da adoção de técnicas que incentivam o desenvo ...

Leia Mais
Projeto Agroflorestar, co-operando com a Natureza  (22 A)

Projeto Agroflorestar, co-operando com a Natureza (22 A)

O Projeto “Agroflorestar, co-operando com a Natureza” busca resgatar saberes, produzir conhecimento e irradiar práticas e valores para a transformação da agricultura, por meio da agrofloresta agroecológica.    {gallery}cooperafloresta{/gallery} De ...

Leia Mais
Sistema de Cobertura Telada Antigranizo e Controle de Geadas (24 A)

Sistema de Cobertura Telada Antigranizo e Controle de Geadas (24 A)

A prática tem como objetivo prevenir eventuais danos ocasionados por granizos e geadas tardias na frutificação e consequente produção dos pomares. Para o desenvolvimento, controle e avaliação foi escolhido realizar a implantação do sistema em uma pro ...

Leia Mais
Projeto Plantas Medicinais (16 A)

Projeto Plantas Medicinais (16 A)

Uma das estratégias do Programa Cultivando Água Boa é a utilização de plantas medicinais na atenção à saúde e na manutenção da biodiversidade vegetal e cultural da Região Oeste do Paraná. Com isso, em 2003, foi criado o projeto Plantas Medicinais, qu ...

Leia Mais
Sistema de Produção Integrada do Tomate Tutorado (SISPIT) (09 A)

Sistema de Produção Integrada do Tomate Tutorado (SISPIT) (09 A)

Dentro da missão da EPAGRI, que é levar “Conhecimento, tecnologia e extensão para o desenvolvimento sustentável do meio rural, em benefício da sociedade” a Estação Experimental de Caçador desenvolveu um sistema inovador de produção de tomate que trou ...

Leia Mais
Piscicultura e a Promoção do Desenvolvimento Regional: Maripá um Modelo de Competência e Organização Produtiva (27 A)

Piscicultura e a Promoção do Desenvolvimento Regional: Maripá um Modelo de Competência e Organização Produtiva (27 A)

A piscicultura é um setor importante para o desenvolvimento regional do oeste do Paraná. Sob uma perspectiva econômica a atividade é uma alternativa para a renda de agricultores que possuem pequenas propriedades. Ciente das dificuldades da região, a ...

Leia Mais
 Produção de Leite a Base de Pasto Utilizando Manejo Rotativo nas Pastagens (29 A)

Produção de Leite a Base de Pasto Utilizando Manejo Rotativo nas Pastagens (29 A)

A cadeia produtiva do leite no Estado de Santa Catarina está alicerçada em diferentes sistemas produtivos, que por sua vez são identificados através do manejo e fonte da alimentação animal, nível tecnológico e da produtividade obtida. Dentre os siste ...

Leia Mais
Projeto Vitória: Assistência Técnica para Produção Leiteira (02 A)

Projeto Vitória: Assistência Técnica para Produção Leiteira (02 A)

O Projeto Vitória baseia-se no desenvolvimento de uma estratégia metodológica que parte da realidade da propriedade rural, propõe desafios para aumentar a produção de leite, produtividade e renda, através de tecnologias já validadas, avaliadas in loc ...

Leia Mais
Manejo Integrado de Pragas da Soja (MIP) - safra 2014/15 - Paraná  (21 A)

Manejo Integrado de Pragas da Soja (MIP) - safra 2014/15 - Paraná (21 A)

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma tecnologia baseada na amostragem e monitoramento da lavoura para a tomada de decisão em relação ao controle de pragas. É uma ferramenta adequada para a racionalização do uso de inseticidas e redução nos custos ...

Leia Mais
Rede de Propriedades de Referência Tecnológicas - REPROTEC (08 A)

Rede de Propriedades de Referência Tecnológicas - REPROTEC (08 A)

O REPROTEC busca aumentar a produtividade da pecuária de corte por meio da melhoria dos índices zootécnicos, com ações de pesquisa e extensão com tecnologias adaptadas para as condições da região. Ações de assistência técnica, organização dos produto ...

Leia Mais
Seleção e Produção de Abelhas Rainhas - Apis mellifera (30 A)

Seleção e Produção de Abelhas Rainhas - Apis mellifera (30 A)

A substituição periódica de rainhas é um procedimento necessário e reconhecido pelos apicultores para o bom desenvolvimento da atividade. Visando potencializar a produção de mel no Estado, a prática desenvolvida pela Epagri tem como objetivo a seleçã ...

Leia Mais
Sistema de Plantio Direto de Hortaliças: Uma Ferramenta de Transição para uma Agricultura Familiar Sustentável (26 A)

Sistema de Plantio Direto de Hortaliças: Uma Ferramenta de Transição para uma Agricultura Familiar Sustentável (26 A)

O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) é uma proposta de transição para toda a agricultura familiar, dependente de insumos externos à propriedade, para sistemas mais limpos, equilibrados e autônomos. Em seu eixo técnico-cientifico tem como ...

Leia Mais
Agricultura de Precisão na Pequena Propriedade Rural (04 A)

Agricultura de Precisão na Pequena Propriedade Rural (04 A)

As atuais demandas da sociedade exigem da agricultura um incremento constante de produção por unidade de área, aliada a minimização dos efeitos ambientais danosos. Neste contexto, a agricultura de precisão tem se mostrado um sistema capaz de atender ...

Leia Mais
Programa Sistema de Plantio Direto com Qualidade (11 A)

Programa Sistema de Plantio Direto com Qualidade (11 A)

O Programa de Plantio Direto com Qualidade foi uma estratégia de ação, que teve origem na metade da década de 1990, quando a Itaipu  Binacional, motivada pela permanente preocupação com o assoreamento de seu reservatório, iniciou contatos com o Insti ...

Leia Mais
Desenvolvimento da Cultura do Morangueiro no Norte Pioneiro do Paraná (07 A)

Desenvolvimento da Cultura do Morangueiro no Norte Pioneiro do Paraná (07 A)

Iniciado pelo Instituto EMATER em 1992, a proposta de diversificação de explorações agrícolas e organização rural buscou reverter à baixa rentabilidade em pequenas propriedades, aumentar a oferta de trabalho e permitir o acesso à terra para aqueles q ...

Leia Mais
Assistência Técnica na Propriedade Leiteira Familiar - Formando Unidades de Referência (14 A)

Assistência Técnica na Propriedade Leiteira Familiar - Formando Unidades de Referência (14 A)

A produção leiteira tem crescido em muitas regiões do país, no Paraná merecem destaque as regiões oeste e sudoeste. Estes resultados muito se devem ao crescimento da atividade na agricultura familiar e a assistência técnica presente nestas propriedad ...

Leia Mais
Sistematização, Promoção e Difusão das Tecnologias Alinhadas à Produção Integrada da Banana no Estado de Santa Catarina (PI - BANANA) (25 A)

Sistematização, Promoção e Difusão das Tecnologias Alinhadas à Produção Integrada da Banana no Estado de Santa Catarina (PI - BANANA) (25 A)

Santa Catarina é um importante Estado produtor de bananas, sua produção está concentrada em propriedades familiares, localizadas em encostas e com grande interação com o ecossistema da Mata Atlântica. Em termos institucionais, é característico dos pr ...

Leia Mais
Diversificação Produtiva Local Através do Desenvolvimento da Cultura da Banana (06 A)

Diversificação Produtiva Local Através do Desenvolvimento da Cultura da Banana (06 A)

A partir dos desafios surgidos com o declínio de culturas regionais tradicionais, este projeto possibilitou aos agricultores familiares do Município de Novo Itacolomi, Estado do Paraná, a diversificação produtiva através da introdução da cultura da b ...

Leia Mais
Pupunha para Palmito na Agricultura Familiar  (23 A)

Pupunha para Palmito na Agricultura Familiar (23 A)

O projeto tem como objetivo disponibilizar aos produtores tecnologias que dão suporte à atividade de produção da palmeira pupunha (Bactris gasipaes) para palmito no Litoral Paranaense. Foram conduzidos experimentos pela Embrapa Florestas e parceiros ...

Leia Mais
Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS) (15 A)

Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS) (15 A)

O Programa Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS) busca apoiar e fortalecer os segmentos mais vulneráveis da população rural, na região da Bacia do Rio Paraná lll, incentivando a produção agropecuária sustentável. Desenvolve ações de assistência téc ...

Leia Mais
Programa Propriedade Sustentável (20 A)

Programa Propriedade Sustentável (20 A)

Buscando fortalecer os ideais cooperativos e amparada por sua missão de como sistema cooperativo, valorizar o relacionamento, oferecer soluções financeiras para agregar renda e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos associados e da socie ...

Leia Mais
Homeopatia na Agropecuária no Oeste do Paraná  (17 A)

Homeopatia na Agropecuária no Oeste do Paraná (17 A)

 O trabalho com homeopatia na agropecuária na Região Oeste do Paraná iniciou-se no ano de 2004 e objetiva viabilizar a produção sem ou com menor uso de agroquímicos, a redução dos custos de produção e proporcionar maior autonomia e renda aos agricult ...

Leia Mais
Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária: Criação e Fortalecimento (01 A)

Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária: Criação e Fortalecimento (01 A)

O projeto promove a participação da comunidade no sistema de defesa sanitária, através da estruturação dos Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária (CSA) em 91% dos municípios do Estado do Paraná. As ações do serviço oficial de defesa foram pote ...

Leia Mais
Projeto Grãos - Centro Sul de Feijão e Milho (18 A)

Projeto Grãos - Centro Sul de Feijão e Milho (18 A)

Os cultivos do feijão e do milho são tradicionais na agricultura familiar da região Centro-Sul do Paraná, contribuindo na formação da renda nas propriedades através da venda dos grãos e na transformação em carne, leite e derivados. O Projeto Grãos - ...

Leia Mais
Intercooperação para Implantação de Ações de Incentivo ao Desenvolvimento Regional. (19 A)

Intercooperação para Implantação de Ações de Incentivo ao Desenvolvimento Regional. (19 A)

Este case destaca dois princípios universais do cooperativismo:  •Educação, Formação e Informação;  •Interesse pela Comunidade.   Por meio desses princípios, aborda-se a parceria que a SICREDI desenvolve desde o ano de 2007 com a CoperAmetista – C ...

Leia Mais
Produção Integrada de Cebola para o Estado de Santa Catarina - PIC (13 A)

Produção Integrada de Cebola para o Estado de Santa Catarina - PIC (13 A)

O projeto de Produção Integrada de Cebola - PIC tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisas e ações de extensão rural que orientem os produtores para o uso das Boas Práticas Agrícolas e adoção da produção integrada na cultura da cebola, atividade ...

Leia Mais
Uso da Rede Social na Assistência Técnica e Extensão Rural (05 A)

Uso da Rede Social na Assistência Técnica e Extensão Rural (05 A)

Objetivando dinamizar o processo de comunicação junto aos produtores de soja na região de Londrina, no ano de 2015 a EMATER-PR implementou o uso de rede social na assistência técnica e extensão rural. De posse das informações recebidas sobre a ocorrê ...

Leia Mais
Programa Leite MAIS (03 A)

Programa Leite MAIS (03 A)

O Programa Leite MAIS visa o aumento da produtividade, qualidade e rentabilidade da atividade leiteira, através da prestação de orientação técnica personalizada aos produtores assistidos, mediante a utilização de um modelo de assistência que foi form ...

Leia Mais
Produção de Morangos em Sistema Semi-hidropônico Suspenso (28 A)

Produção de Morangos em Sistema Semi-hidropônico Suspenso (28 A)

O cultivo de morangos em semi-hidroponia de forma suspensa tem conquistado muitos adeptos. A preferência é justificada pela melhor utilização do espaço na pequena propriedade com bons resultados econômicos, adaptação à realidade da mão-de-obra dispon ...

Leia Mais
Construção de Redes de Referências Técnicas e Econômicas para o Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar (10 A)

Construção de Redes de Referências Técnicas e Econômicas para o Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar (10 A)

Criadas com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis para a agricultura familiar paranaense, as Redes de Referências para a Agricultura Familiar baseiam suas ações em um conjunto de propriedades representativas de d ...

Leia Mais
  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5
  6. 6
  7. 7
  8. 8
  9. 9
  10. 10